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Crédito que liberta


Foto: Freepik

Aposentados têm encontrado no crédito uma forma de reinventar suas vidas, transformando o que seria apenas uma fase de descanso em oportunidades de novos projetos e realizações. Um exemplo é o de Ricardo Aires, gestor de recursos humanos de 61 anos, que encontrou no empréstimo consignado uma saída para reorganizar suas finanças e dar início a uma nova etapa profissional. “Foi a maneira que encontrei de colocar em ordem minhas contas e abrir espaço para investir em algo que me motivasse”, disse. O crédito, nesse caso, não foi apenas um recurso financeiro, mas um catalisador para que ele pudesse se reposicionar diante da vida após a aposentadoria.

Outro caso é o de Nelson Pereira, de 68 anos, que recorreu ao crédito consignado e, a partir daí, passou a receber inúmeras ofertas de portabilidade e refinanciamento. Apesar dos desafios, ele conseguiu utilizar o recurso para ajustar sua rotina e manter projetos pessoais ativos. “Agora, meu telefone só toca quando é um número previamente cadastrado”, afirmou, mostrando como precisou se adaptar ao novo cenário. A experiência revela que, mesmo diante de obstáculos, o crédito pode ser usado como ferramenta de autonomia e continuidade.

Há também histórias de aposentados que decidiram investir em pequenos negócios locais. Alguns utilizaram o crédito para abrir mercearias, oficinas ou para ampliar a produção artesanal. Esses empreendimentos não apenas garantiram renda extra, mas também fortaleceram vínculos comunitários. O crédito, nesse contexto, funcionou como ponte entre a experiência acumulada ao longo da vida e a possibilidade de compartilhar saberes em novas formas de trabalho. O impacto vai além da renda: cria redes de apoio e revitaliza economias locais.

Em outros casos, o crédito foi direcionado para projetos familiares. Reformas em casa, apoio aos estudos dos netos ou aquisição de equipamentos para melhorar a qualidade de vida se tornaram escolhas frequentes. Aposentados relatam que, ao investir nesses aspectos, sentem que continuam a contribuir para o futuro da família. O crédito, portanto, não é apenas uma solução individual, mas um recurso que amplia horizontes coletivos, permitindo que o legado de quem já trabalhou por décadas se expresse em novas formas de cuidado. Essas histórias mostram que a aposentadoria não precisa ser entendida como encerramento, mas como reinvenção. O crédito, quando utilizado com consciência, abre portas para que projetos sejam retomados, sonhos sejam realizados e novas identidades sejam construídas. Ao transformar desafios em oportunidades, aposentados revelam que o tempo após o trabalho formal pode ser tão criativo e produtivo quanto qualquer outra fase da vida.